Governo Lula avalia com cautela possível apoio a famílias de criminosos mortos em megaoperação no Rio
- O Cubo Notícias

- 6 de nov. de 2025
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O governo federal avalia com cautela a possibilidade de prestar algum tipo de auxílio às famílias dos 117 suspeitos mortos durante a megaoperação policial conduzida pelo governo do Rio de Janeiro, sob a gestão de Cláudio Castro. A informação foi divulgada pelo portal Metrópoles e gerou ampla repercussão política.
A ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo, manifestou publicamente posição favorável ao apoio da União aos familiares das vítimas. No entanto, o Palácio do Planalto tem se mostrado reticente em relação a um envolvimento mais direto do governo federal no caso.
De acordo com interlocutores do Planalto, há o receio de que uma eventual iniciativa de assistência possa ser interpretada como uma aproximação do governo Lula com o crime organizado, especialmente em meio ao clima de tensão e polarização política.
Com isso, a avaliação predominante no momento é de que não haverá ação direta da União nesse sentido, considerando que a responsabilidade pela operação e suas consequências cabe ao governo estadual.
Na última quinta-feira (30/10), a ministra Macaé Evaristo visitou o Complexo da Penha, na zona norte do Rio, para dialogar com moradores sobre os impactos da operação, que também deixou quatro policiais mortos. Durante a visita, a ministra classificou a ação como “um fracasso”. A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, acompanhou a agenda.
Após a repercussão das declarações, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) divulgou nota negando qualquer proposta de auxílio financeiro às famílias dos mortos na operação, que ocorreu nos Complexos da Penha e do Alemão.
“O MDHC não foi consultado sobre o assunto, não fez nenhum anúncio de ajuda financeira às famílias e esclarece que as informações veiculadas são inverídicas”, afirmou a pasta.
O ministério destacou ainda que a visita de Macaé Evaristo ao Rio de Janeiro teve como objetivo principal o acolhimento às comunidades afetadas e o diálogo sobre a retomada dos serviços públicos essenciais — como educação, saúde e assistência social — nas áreas impactadas pelas ações policiais.



























