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Família denuncia possível omissão do poder público após morte de bebê em Bofete

  • Foto do escritor: O Cubo Notícias
    O Cubo Notícias
  • 16 de jan.
  • 2 min de leitura

A morte de uma bebê de seis meses, registrada no início de dezembro em Bofete (SP), passou a ser investigada após familiares denunciarem possível omissão do poder público no atendimento de saúde prestado à criança.


De acordo com o Boletim de Ocorrência, a bebê, identificada como Valéria, foi encontrada sem vida na manhã do dia 5 de dezembro de 2025, em sua residência. Segundo o registro policial, a criança estava dormindo normalmente e, ao ser verificada pela família, já não apresentava sinais vitais, estando fria e sem reação. Ela foi encaminhada ao Centro de Saúde do município, onde o óbito foi confirmado.


Ainda conforme a primeira edição do boletim, a causa provável da morte estaria relacionada a um quadro de refluxo grave. A suspeita inicial é de que a criança tenha se afogado durante a noite com o leite ingerido. O corpo foi encaminhado ao Serviço de Verificação de Óbito (SVO) da Unesp, em Botucatu, para apuração da causa da morte.


Três dias depois, em 8 de dezembro, familiares retornaram à Delegacia de Polícia para solicitar a inclusão, no boletim, da natureza de omissão do poder público. Segundo os relatos, a bebê necessitava, havia cerca de quatro meses, de um medicamento específico para o tratamento do refluxo esofágico grave. De acordo com a família, houve dificuldade por parte do serviço público para a aquisição do remédio, o que teria contribuído para o agravamento do quadro clínico e, posteriormente, para a morte da criança.


Os familiares afirmam ainda que a negligência teria ocorrido em diferentes esferas, envolvendo desde o setor de saúde até a assistência social. Eles relatam que a família era acompanhada por determinação do Ministério Público, mas, mesmo assim, o medicamento não teria sido fornecido.


Outro ponto destacado no boletim é a demora no recolhimento do corpo da criança após a constatação do óbito. Segundo os familiares, eles permaneceram cerca de seis horas no quarto com a bebê nos braços, sem que houvesse apoio psicológico ou orientações adequadas por parte da equipe de saúde.


Em relato complementar, a família afirma possuir prontuários médicos que indicam a indicação do medicamento Losec Mups (omeprazol) 10 mg, considerado necessário para o tratamento do refluxo grave. O remédio, segundo os familiares, teria custo aproximado de R$ 630, valor que, de acordo com eles, motivou sucessivas negativas e justificativas para a não aquisição por parte do poder público.


Abalados, os familiares destacam que a denúncia não tem como objetivo reverter a perda, mas evitar que situações semelhantes se repitam. Eles também chamam atenção para a falta de suporte a crianças autistas no município, apontando fragilidades no atendimento público à saúde infantil em Bofete.


O caso segue registrado e deverá ser apurado pelas autoridades competentes.

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