Da picanha ao imposto: governo promete churrasco e entrega conta mais cara até no refrigerante
- O Cubo Notícias

- 18 de dez. de 2025
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O novo Imposto Seletivo sobre refrigerantes e bebidas açucaradas chega ao país embalado em um discurso saudável, quase fitness. A promessa é simples: proteger a população da obesidade, do diabetes e dos males do açúcar. Para isso, nada melhor do que um imposto que pode ultrapassar 2% — sem teto, sem moderação e, claro, sem açúcar.
Na prática, a medida atinge em cheio produtos populares, presentes no cotidiano das famílias de menor renda. A lógica é pedagógica: se o pobre não pode comprar, logo não consome — e, assim, fica mais saudável. Um verdadeiro programa de bem-estar via inflação.
A decisão chama ainda mais atenção quando lembramos que este é o mesmo governo que, durante a campanha eleitoral, prometeu cerveja gelada e picanha na mesa do povo. A picanha segue em modo invisível, a cerveja virou item de ocasião especial e agora até o refrigerante — símbolo clássico do churrasco prometido — entra na lista dos vilões nacionais.
Enquanto isso, o discurso oficial mantém o tom sério: é pela saúde, é pelo futuro, é pelo bem comum. Curiosamente, essa preocupação sanitária convive tranquilamente com falas entusiasmadas de partidos da base aliada em defesa da liberação da maconha, tratada como avanço social, debate moderno e questão de liberdade individual. Açúcar não pode, fumaça pode — desde que não venha em lata.
O Imposto Seletivo entra em vigor reforçando uma nova política pública: menos açúcar no copo e mais amargor na conta do mercado. O brasileiro, que sonhava com churrasco farto e bebida à vontade, agora aprende que a promessa era simbólica — e que, no cardápio real, quem paga mesmo é sempre o mesmo.
No fim, a única coisa que não passa por restrição, nem imposto seletivo, é a criatividade para justificar mais um aumento no custo de vida.




























