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Pacientes faltam a consultas e 334 atendimentos são desperdiçados em Porangaba

  • Foto do escritor: O Cubo Notícias
    O Cubo Notícias
  • 11 de mar.
  • 2 min de leitura

 

O alto número de pacientes que marcam consultas e não comparecem voltou a chamar atenção nas unidades de saúde de Porangaba. Dados divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde, por meio do chamado “Faltômetro”, mostram que apenas no mês de fevereiro 334 consultas agendadas deixaram de acontecer nas três unidades da Estratégia de Saúde da Família (ESF) do município.

 

O painel foi instalado nas unidades para dar transparência ao problema e conscientizar a população sobre o impacto das faltas no sistema público de saúde, ligado ao Sistema Único de Saúde (SUS). Cada ausência representa uma vaga que poderia ter sido utilizada por outro paciente que aguarda atendimento.

 

Na ESF I, foram registradas 145 faltas: 74 em consultas médicas, 14 em atendimentos de enfermagem, 20 em consultas odontológicas, 17 pediátricas e 20 ginecológicas.

 

Na ESF II, o faltômetro apontou 99 pacientes ausentes, sendo 46 consultas médicas, 14 de enfermagem, 24 odontológicas, 9 pediátricas e 6 ginecológicas.

 

Já na ESF III, foram 90 faltas: 58 em consultas médicas, 2 em enfermagem, 18 pediátricas e 12 ginecológicas.

 

Somados, os números evidenciam um cenário preocupante. Enquanto muitos moradores aguardam por vagas nas agendas da rede pública, consultas deixam de ser realizadas porque pacientes simplesmente não comparecem ou não avisam com antecedência.

 

A Secretaria de Saúde reforça que avisar previamente quando não puder comparecer é fundamental para o funcionamento do sistema. Quando o paciente comunica com antecedência que não irá à consulta, a unidade consegue chamar outro paciente que está aguardando na fila de espera, permitindo que o horário seja aproveitado e evitando que a vaga seja desperdiçada.

 

Sem essa comunicação, o profissional fica aguardando o paciente que não aparece e aquele horário de atendimento acaba perdido, atrasando ainda mais quem realmente precisa de consulta e aguarda por uma oportunidade na agenda.

 

Por isso, a orientação é que os pacientes avisem o quanto antes, inclusive por meio do agente comunitário de saúde, caso não possam comparecer. Além disso, recomenda-se chegar com pelo menos 15 minutos de antecedência ao atendimento.

 

A criação do faltômetro busca justamente estimular a responsabilidade coletiva no uso do serviço público de saúde. Afinal, quando alguém falta sem avisar, não é apenas uma consulta perdida — é um atendimento que deixa de chegar a outro morador que poderia estar sendo atendido naquele momento.

 

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