top of page

Mulher é condenada após ameaçar divulgar fotos íntimas da amante do marido no interior de SP

  • Foto do escritor: O Cubo Notícias
    O Cubo Notícias
  • 27 de mai.
  • 2 min de leitura

 

A Justiça de Getulina, no interior de São Paulo, condenou uma mulher a quatro anos de prisão após ela tentar extorquir a amante do próprio marido utilizando fotos íntimas como forma de ameaça. O caso ganhou repercussão por envolver a prática conhecida como “sextorsão”, quando conteúdos de caráter íntimo são usados para obter dinheiro ou vantagem.

 

De acordo com o processo, após descobrir o relacionamento extraconjugal do companheiro, a acusada passou a enviar mensagens pelo WhatsApp exigindo pagamentos em troca do silêncio. Nas conversas, ela ameaçava divulgar imagens e mensagens privadas da vítima caso o valor solicitado não fosse entregue.

 

Durante o julgamento, a mulher confirmou ter feito as ameaças, afirmando que agiu emocionalmente abalada pela traição. A justificativa, porém, não foi aceita pela Justiça. Na sentença, o magistrado ressaltou que o sofrimento causado por questões pessoais não autoriza a prática de crimes nem elimina a responsabilidade pelos atos cometidos.

 

Mesmo sem a concretização do pagamento exigido, o Judiciário entendeu que houve configuração do crime de extorsão, previsto no artigo 158 do Código Penal Brasileiro. A condenada recebeu pena de quatro anos de reclusão em regime inicial aberto, além do pagamento de multa.

 

A decisão ainda permitiu que ela recorra em liberdade e concedeu suspensão condicional da pena pelo período de dois anos.

 

Especialistas na área digital alertam que a “sextorsão” tem se tornado cada vez mais comum e ocorre quando imagens, vídeos ou informações íntimas são usados para intimidar vítimas, gerar pressão psicológica ou exigir dinheiro.

 

A advogada criminalista Emily Oliveira, especialista em crimes digitais, destacou que além da extorsão, a divulgação não autorizada de imagens íntimas também pode resultar em outros enquadramentos criminais previstos na legislação brasileira.

 

As investigações tiveram como base provas digitais apresentadas pela vítima, incluindo capturas de tela das conversas realizadas pelo aplicativo WhatsApp, que comprovaram as ameaças feitas pela acusada.

 

LEIA TAMBÉM:

© Copyright

O Cubo - Site de Notícias de Porangaba e Região. Jornal OCN

www.ocubonoticias.wixsite.com/noticias
 

bottom of page