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Morador é denunciado após chamar vereadora de Tatuí de "japonesinha do Paraguai"

  • Foto do escritor: O Cubo Notícias
    O Cubo Notícias
  • 3 de jun.
  • 2 min de leitura

MP denuncia morador de Tatuí por supostas ofensas, perseguição e injúria racial contra vereadora


O Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) apresentou denúncia criminal contra um morador de Tatuí acusado de perseguir e ofender a vereadora Cíntia Yamamoto Soares (PP). Os episódios teriam ocorrido durante sessões da Câmara Municipal e também por meio de mensagens e áudios enviados em aplicativos e redes sociais.


Segundo a investigação, o homem teria realizado ataques frequentes à parlamentar, fazendo acusações sem apresentar provas e utilizando expressões consideradas ofensivas. Em um dos áudios anexados ao processo, ele se refere à vereadora como "japonesinha do Paraguai" e a acusa de cometer peculato, crime relacionado ao desvio ou apropriação indevida de bens ou recursos públicos por agente público.


De acordo com Cíntia, as acusações são falsas e prejudicaram sua imagem pública. Ela relatou à Polícia Civil que o acusado comparecia com frequência às sessões legislativas e, em diversas ocasiões, direcionava críticas e ofensas exclusivamente a ela. Em um dos episódios, o homem chegou a ser retirado do plenário pela Guarda Municipal.


O Ministério Público sustenta que a conduta pode configurar os crimes de calúnia, por atribuir falsamente à vereadora a prática de um crime; injúria, por ofender sua honra e dignidade; e injúria racial, em razão das expressões utilizadas para se referir à parlamentar e à sua origem étnica.


A vereadora classificou o caso como um exemplo de violência política de gênero e afirmou que os ataques tinham como objetivo constrangê-la e enfraquecer sua atuação na fiscalização do Poder Executivo. Ela disse confiar na Justiça e defendeu a aplicação de medidas que sirvam de exemplo para evitar novos casos semelhantes.


A denúncia foi aceita pela Justiça e o processo seguirá para audiência de instrução e julgamento. Segundo a parlamentar, após o avanço da ação judicial, o acusado passou a frequentar a Câmara Municipal com menos frequência.


Em nota, a defesa do denunciado negou a prática de crimes e informou que já apresentou resposta à acusação. Os advogados afirmam que o caso exige análise técnica e contextualizada das provas digitais antes de qualquer conclusão definitiva.

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