“Marmita de bandido” é presa ao levar droga escondida no corpo para namorado detento de penitenciária, em Guareí


Uma mulher de 26 anos decidiu que a visita ao namorado, que cumpre pena na Penitenciária I do Complexo Penal de Guareí, precisava de um “agrado” especial. O problema é que o presente escolhido tinha cerca de 183 gramas de maconha — e definitivamente não combinava com o tradicional cafezinho de visita.
A tentativa de entrada aconteceu neste sábado (12), mas o plano esbarrou em um inimigo cada vez mais difícil de driblar: o body scanner.
Durante a revista mecânica, o equipamento de raio-X identificou imagens suspeitas. Em outras palavras, enquanto a visitante provavelmente esperava passar despercebida, a máquina resolveu fazer exatamente aquilo para o qual foi instalada: prestar atenção.
Questionada pelos agentes da Polícia Penal, a mulher, moradora de Buri, acabou admitindo que carregava drogas. Na sequência, retirou espontaneamente um pacote contendo aproximadamente 183 gramas de maconha e folhas de papel de seda.
O “delivery penitenciário”, portanto, foi interrompido antes mesmo de chegar ao destinatário.
A Polícia Militar foi acionada e conduziu a mulher até a delegacia em Itapetininga. Por lá, a prisão em flagrante por tráfico de drogas foi ratificada.
Agora, além de não conseguir entregar o “presente” ao namorado, ela ganhou a oportunidade de descobrir pessoalmente como funciona o outro lado do sistema prisional.
E a história ainda pode ter um segundo capítulo.
A direção da Penitenciária de Guareí informou que abriu um procedimento disciplinar interno para investigar a possível participação e responsabilidade do detento que receberia a visita.
Ou seja: o casal pode até ter planejado uma surpresa romântica, mas quem acabou surpreendido mesmo foi o body scanner.
No fim das contas, o romance teve encontro marcado, mas o “presente” não passou da portaria.























