Homem é condenado a mais de 103 anos de prisão por matar esposa e filha em Boituva
- O Cubo Notícias

- 5 de ago.
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O Tribunal do Júri condenou, nesta terça-feira (4), Wellington Alves de Queiroz a 103 anos, 8 meses e 12 dias de prisão pelo assassinato da esposa e da filha, ocorrido em novembro de 2024, em Boituva (SP). A sentença ainda pode ser contestada por meio de recurso.
Os jurados reconheceram a prática de homicídio qualificado, considerando agravantes como o emprego de meio cruel, o fato de uma das vítimas ser menor de 14 anos e a ocorrência do crime na presença de um familiar. O casal tinha um filho de sete anos, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA), que presenciou o ataque.
As vítimas foram Daniele da Silva de Lara Queiroz, de 36 anos, e sua filha, Sophia Lara de Queiroz, de 5 anos. Durante as investigações, o réu admitiu ter cometido os crimes. Conforme registros policiais, Wellington já possuía antecedente por um homicídio praticado quando ainda era adolescente, em Osasco (SP).
De acordo com testemunhas ouvidas na época dos fatos, Daniele tentou escapar da agressão levando a filha nos braços e correu pela rua em busca de ajuda. No entanto, foi alcançada pelo agressor, que portava duas facas, e mãe e filha foram atacadas.
Segundo informações divulgadas pelas autoridades após o crime, os dois filhos do casal eram diagnosticados com TEA. A Secretaria Municipal de Educação informou que a família acompanhava de perto o desenvolvimento escolar das crianças e que o menino receberia suporte para continuidade dos estudos após se mudar para Osasco, onde passou a viver com a avó materna.
O filho sobrevivente, de sete anos, testemunhou toda a ação criminosa e, desde então, permaneceu sob os cuidados da família materna.
Durante o interrogatório, Wellington afirmou que pretendia atingir apenas a esposa e alegou que a filha teria sido ferida ao tentar protegê-la. No entanto, essa versão foi descartada pelas investigações, já que testemunhas relataram que a criança estava no colo da mãe no momento do ataque.
A Polícia Civil também informou que não havia registros anteriores de boletins de ocorrência por violência doméstica nem pedidos de medidas protetivas feitos pela vítima antes do crime.























