Frio pode provocar queda de imunidade em bovinos e aumentar risco de doenças, alerta veterinário
- O Cubo Notícias

- 2 de jun.
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Com a chegada das temperaturas mais baixas, produtores rurais precisam redobrar a atenção com a saúde do rebanho. De acordo com o médico-veterinário Gustavo Valente, da Clínica Fauna Vet, em Porangaba, o período de frio pode favorecer a queda da imunidade dos bovinos, tornando os animais mais suscetíveis a diversas doenças.
Segundo o especialista, fatores como mudanças bruscas de temperatura, ventos frios, umidade, manejo inadequado e até deficiências nutricionais contribuem para o enfraquecimento das defesas naturais do organismo dos animais.
"A queda da imunidade não é uma doença em si, mas uma condição que deixa o bovino mais vulnerável a infecções respiratórias, problemas digestivos e outras enfermidades oportunistas", explica Gustavo.
Entre os principais sintomas que podem indicar baixa imunidade estão apatia, perda de peso, redução do consumo de alimentos, diminuição da produção de leite, febre, secreções nasais, tosse e maior ocorrência de doenças no rebanho.
Os bezerros estão entre os animais mais sensíveis durante o inverno, já que possuem um sistema imunológico ainda em desenvolvimento. Por isso, cuidados com abrigo, alimentação e manejo são fundamentais para evitar complicações.
O veterinário destaca que a alimentação exerce papel essencial na manutenção da saúde dos bovinos durante o período frio. Pastagens com menor qualidade nutricional e deficiência de minerais podem comprometer a resistência dos animais.
"O produtor deve garantir uma dieta equilibrada, com suplementação adequada quando necessário. Um animal bem nutrido tem melhores condições de enfrentar as variações climáticas e combater agentes causadores de doenças", ressalta.
O tratamento varia conforme a enfermidade desenvolvida em decorrência da baixa imunidade. Em casos de infecções respiratórias, por exemplo, pode ser necessária a utilização de medicamentos específicos, sempre com orientação veterinária. O diagnóstico precoce aumenta significativamente as chances de recuperação e reduz prejuízos na propriedade.
Entre as medidas preventivas recomendadas estão manter o calendário vacinal atualizado, fornecer alimentação de qualidade, disponibilizar água limpa e fresca, evitar superlotação, oferecer locais protegidos contra vento e chuva e observar frequentemente o comportamento dos animais.
Gustavo Valente reforça que a prevenção continua sendo a melhor estratégia para garantir a saúde do rebanho durante o inverno. "O acompanhamento veterinário regular permite identificar alterações logo no início, evitando que pequenos problemas se transformem em grandes prejuízos para o produtor", conclui.























