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Detalhes do laudo chocam em caso de menina morta em Itapetininga

  • Foto do escritor: O Cubo Notícias
    O Cubo Notícias
  • 28 de abr.
  • 2 min de leitura

 

 

O laudo necroscópico sobre a morte da menina Maria Clara Aguirre Lisboa, de cinco anos, confirmou que a causa foi asfixia mecânica provocada por soterramento, em um caso ocorrido em Itapetininga (SP). A criança foi localizada sem vida no dia 14 de outubro de 2025, enterrada em uma cova rasa no quintal da residência onde morava com a mãe e o padrasto.

 

De acordo com o exame pericial, havia presença de terra nas vias respiratórias da vítima, o que indica que ela ainda apresentava sinais vitais no momento em que foi enterrada. O laudo também apontou traumatismo craniano, sugerindo que a menina já havia sofrido agressões antes da ocultação do corpo.

 

A mãe, Luiza Aguirre Barbosa da Silva, e o padrasto, Rodrigo Ribeiro Machado, foram presos no mesmo dia em que o corpo foi encontrado. Ambos confessaram participação no crime durante depoimento à polícia. Segundo as investigações, após matarem a criança, o casal enterrou o corpo e utilizou concreto para tentar esconder o ocorrido.

 

A perícia estima que o corpo estava enterrado havia cerca de 20 dias quando foi localizado, o que indica que a morte ocorreu no fim de setembro. A ocultação teria sido feita dois dias após o crime.

 

O desaparecimento da menina começou a ser investigado após a avó paterna procurar o Conselho Tutelar no início de outubro. O órgão já acompanhava a família devido a registros anteriores de ameaças envolvendo o padrasto. Sem conseguir contato com a mãe desde agosto, o Conselho formalizou a denúncia à Polícia Civil no dia 8 de outubro.

 

Após diligências, os investigadores chegaram até a residência da família, onde encontraram o corpo da criança em avançado estado de decomposição. Havia indícios de lesões causadas por objeto contundente.

 

Um dia após a descoberta, veio a público um áudio enviado pelo padrasto ao pai da menina, no qual ele afirmava que a criança estava morta. Na mensagem, também dizia que a situação encerraria o vínculo com a mãe da vítima e pedia para não ser mais procurado.

 

Após audiência de custódia, a Justiça determinou a manutenção da prisão preventiva dos dois suspeitos. A mulher foi encaminhada para a unidade prisional de Votorantim (SP), enquanto o homem foi levado para Capão Bonito (SP). Eles devem responder por homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

 

Segundo o delegado responsável pelo caso, a criança era vítima de agressões frequentes. As investigações também indicam que o padrasto tinha antecedentes criminais e exercia controle psicológico sobre a família, além de cometer violência física contra a menina.

 

Devido ao avançado estado de decomposição, não houve velório. O sepultamento ocorreu no dia 15 de outubro, em cerimônia restrita a familiares do pai biológico.

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