Casal é preso suspeito de extorquir R$ 200 mil de moradora de Porangaba com supostos serviços espirituais
- O Cubo Notícias

- 27 de jun.
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A Polícia Civil prendeu temporariamente um casal investigado por suspeita de extorsão contra uma moradora de Porangaba. Segundo as investigações, os suspeitos teriam se aproveitado da confiança da vítima por meio da oferta de supostos serviços espirituais, exigindo pagamentos sucessivos que teriam causado um prejuízo estimado em aproximadamente R$ 200 mil.
De acordo com o apurado pela polícia, a suspeita teria se aproximado da vítima afirmando pertencer à mesma religião que ela e oferecido trabalhos espirituais com valores iniciais entre R$ 200 e R$ 300. Com o passar do tempo, a mulher teria apresentado outro investigado, apontando que ele realizaria trabalhos considerados mais complexos, com valores que variavam entre R$ 7 mil e R$ 32 mil.
Conforme o relato da vítima registrado no boletim de ocorrência, os investigados utilizavam argumentos relacionados a práticas religiosas do candomblé para convencê-la de que novos pagamentos seriam necessários. As cobranças teriam aumentado depois que o casal soube que o marido da vítima havia vendido um terreno, passando a exigir valores cada vez maiores.
Sem condições de arcar com todos os pagamentos solicitados, a vítima relatou que entregou diversos bens pessoais aos investigados, incluindo relógio, celular, computador e uma lixadeira. Além disso, segundo o registro policial, ela também entregou duas armas de fogo pertencentes ao marido, após solicitação feita pelo suspeito.
Ainda segundo as investigações, o casal teria passado a fazer ameaças contra a vítima. Em uma das situações relatadas, um dos suspeitos teria apontado uma arma para a cabeça da mulher. No dia 20, os investigados teriam enviado mensagens exigindo uma transferência de R$ 8 mil, sob ameaça de morte caso o pagamento não fosse realizado.
Diante dos elementos reunidos durante a investigação, a Justiça autorizou o cumprimento de mandados de prisão temporária contra os suspeitos. As prisões foram realizadas por equipes da Polícia Civil nas cidades de Mairinque e São Paulo.
A operação contou com a participação de policiais da Delegacia de Polícia de Porangaba, com apoio do Grupo de Investigações em Área Rural (GIAR), Grupo de Operações Especiais (GOE) e Delegacia de Investigações Gerais (DIG) da Delegacia Seccional de Botucatu.
Segundo a Polícia Civil, os valores cobrados pelo casal estariam relacionados ao dinheiro recebido pela vítima após a venda do terreno pertencente ao marido, informação que, conforme as apurações, era conhecida pelos investigados.
As investigações continuam com o objetivo de esclarecer todas as circunstâncias do caso, verificar a participação dos suspeitos em outros possíveis crimes e identificar eventuais novas vítimas. O casal permanece à disposição da Justiça durante o andamento do inquérito policial.























