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Bolsonaro segue na UTI com broncopneumonia e apresenta piora em funções renais

  • Foto do escritor: O Cubo Notícias
    O Cubo Notícias
  • 14 de mar.
  • 2 min de leitura

 

O ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou piora em alguns indicadores clínicos, apesar de permanecer com quadro considerado estável, de acordo com boletim médico divulgado neste sábado (14). Internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital Hospital DF Star, em Brasília, ele foi diagnosticado com broncopneumonia bacteriana.

 

Segundo a equipe médica, houve alteração nas funções renais e aumento de marcadores inflamatórios. O tratamento inclui uso de antibióticos e hidratação intravenosa, além de fisioterapia respiratória e motora. O boletim também informa que estão sendo adotadas medidas preventivas contra trombose venosa e que, por enquanto, não há previsão de alta da UTI.

 

Na noite de sexta-feira (13), os médicos já haviam informado que o ex-presidente estava estável após apresentar febre, náuseas e calafrios durante a madrugada, o que levou à internação. Apesar do quadro respiratório, Bolsonaro permanece consciente e não precisou ser entubado.

 

O cardiologista do ex-presidente, Leandro Echenique, afirmou que houve melhora inicial após as primeiras horas de tratamento. Segundo ele, o desconforto respiratório diminuiu e o paciente conseguiu se comunicar melhor com a equipe médica. Ainda assim, ressaltou que a situação exige acompanhamento contínuo e está longe de ser considerada totalmente controlada.

 

Bolsonaro estava detido desde janeiro em uma sala de Estado-Maior no 19º Batalhão da Polícia Militar, em Brasília, conhecido como “Papudinha”. Ele cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. A transferência para o hospital ocorreu após agravamento do quadro de saúde.

 

De acordo com registros da Polícia Militar, o ex-presidente estava bem na noite de quinta-feira (11), mas passou a apresentar sintomas durante a madrugada seguinte, o que motivou o encaminhamento para atendimento médico.

 

Desde que passou a cumprir pena, Bolsonaro já enfrentou outros episódios de saúde. Em setembro do ano passado, quando ainda estava em prisão domiciliar, ele precisou de atendimento após apresentar vômitos, tontura e queda de pressão. Já em janeiro deste ano, enquanto estava detido na Superintendência da Polícia Federal, chegou a ser hospitalizado depois de passar mal dentro da cela e bater a cabeça em um móvel.

 

Posteriormente, ele foi transferido para o 19º Batalhão da Polícia Militar a pedido da defesa. A unidade dispõe de estrutura de apoio médico, incluindo atendimento permanente, fisioterapia e adaptações no alojamento.

 

Mesmo após a mudança, os advogados do ex-presidente solicitaram diversas vezes a concessão de prisão domiciliar alegando fragilidade em seu estado de saúde. No entanto, os pedidos foram negados pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

 

Uma junta médica da Polícia Federal avaliou que, apesar de necessitar de acompanhamento e cuidados, Bolsonaro apresenta condições clínicas para permanecer na unidade prisional.

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